Passada uma das maiores ondulações já vistas no sul do Brasil, fomos atrás de alguns dos surfistas gaúchos que representaram durante este mega swell, que teve proporções gigantescas devido ao encontro de um ciclone com um anti ciclone, no Atlântico Sul, o que representou uma energia descomunal no oceano.

Picos como Praia do Cardoso, Praia do Porto, Rosa Sul, Silveira e Açores foram algumas das investidas da turma durante os dias 10, 11, 12, 13 e 14 de Agosto.

Primeiramente, apanhamos um relato do legend gaúcho e local da praia de Mariluz, Jairo Lumertz, que, além de idealizador do Projeto Pranhca Ecológica e da Cuscabarone Surfboards, surfou algumas bombas durante a subida do swell, dia 10, na Praia do Silveira, em Garopaba.

Praia do Silveira, Por Caroline Scorzin
Praia do Silveira. Foto: Caroline Scorsin

Seguem as palavras do mestre Lumertz, “No último swell tive a oportunidade de surfar no primeiro dia, quando começou a subir, quinta feira pela manhã via daqui de casa em Garopaba que já tinha algumas ondas começando a quebrar lá na laje do navio, na praia dá vigia.

Finalizei alguns trabalhos e fui para a Silveira com uma 6’2″. O mar já dava sinais de que as bombas iriam chegar, e a prancha começou a ficar muito pequena para entrar nas ondas. A galera surfou muito, mas a tarde é que o bixo pegou!

Já com minha prancha 8 pés, fui até as pedras e no pulo já tomei um pacote, antes mesmo de pular já fui arremessado, por sorte usei a prancha de escudo. Depois do susto conferi os danos na prancha, os cortes nos pés e tinha que pular. A essa hora estavam na água 5 ou 6 pessoas. Depois de 20 minutos tremendo nas pedras consegui uma vaga e pulei…

Paraíso, até que veio já uma chupa-cabra de arrepiar, subi na prancha e saltei de ponto para furar a onda – só tinha feito isso em Waimea, rezando para não rebentar o leash. Deu certo, mas logo em seguida veio outra igual e tive que repetir o salto de cima da prancha.

Já no out side, encontrei o Guilherme Variani e mais para o lado estava o Pepê, local da ferrugem, e o Marco Giorgi, que pegavam boas direitas mais para o lado do Tyson. Na laje, só eu e o Guile naquele momento. Tinha um bom tamanho, acho que cheguei a ver séries de 15 pés passando.

Combinado então, uma onda e vamos “simbora”! Não tinha como voltar remando, falei. Passado 30 minutos o Guile desceu uma bomba (foto abaixo) e foi surfando até o meio da praia.

Guile Variani, Silveira
“Essa onda foi uma das ondas mais longas que já surfei aqui na Silveira.” Por Guile Variani

Me concentrei para pegar uma boa, que logo apareceu. Uma direita de bom tamanho, que por sorte tem o registro, feito pela minha amada esposa. Puxei o bico em algumas maiores por estar um pouco desacostumado com esse tipo de condição. No fim, acabei não surfando mais nos outros dias, mas vi pela internet a turma se atirando nas grandes ondas deste swell épico!”, conclui Jairão.

Jairoswell
Jairo Lumertz, Praia do Silveira. Por Caroline Scorsin

Segundo Guile Variani, que é especialista em ondas tubulares, “Não esperava que já na quinta-feira o swell fosse vir com tanta força, o final de tarde ficou muito pesado, praticamente fora de controle.”, resume o soul surfer.

Abaixo, seguem alguns momentos do Jairo e do Guile representando o surf gaúcho pelo mundo! ALOHA

 

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