O dia 28 de abril de 2017 foi um verdadeiro marco para o big surf nacional.

Ondas de até 20 pés bombaram nos principais picos do país, com alguns dos nossos melhores big riders mostrando serviço em legítimas bombas brasileiras.

Aqui, destacamos a performance do videomaker gaúcho Diego Balestro, que enfrentou a temida Laje da Jagua no braço.

Abaixo, confira algumas das melhores imagens registradas pelo Diego, além de um resumo feito pelo protagonista desta matéria de peso. Edição: Kaléu Wildner / Foto de Capa: Rafa Shot.

Por Diego Balestro:

“Foi minha primeira vez na Laje da Jaguaruna, a convite do big rider e ícone da Guarda do Embaú Arno Philippi, que recebeu o “OK” para a investida diretamente do Thiago Jacaré, o Xerife do pico e fundador da ATOW-INJ.

Saímos da Guarda por volta das 4:30 da manhã de uma noite que mal consegui dormir, tamanha a expectativa e adrenalina que já me contagiavam para o que estava por vir. Junto nessa barca, além de mim e do Arno, estava presente o legend João Capilé, e meu amigo de infância e soul surfer casca-grossa João Marcelo Exes, que é meu parceiro de viagens há 4 anos, onde tenho o prazer de ser seu videomaker.

Chegando na Praia da Jaguaruna, o visual era apenas de espumas brancas, não se via aquela água azul, apenas espumas… Segundo o “Tio Arno”, nos seus 57 anos de vida e mais de 30 de surf, ele jamais havia visto a Laje daquele jeito. Neste exato momento a adrenalina foi lá em cima, pois a sessão séria épica e muito intensa.

Preparamos os equipamentos, os jets, e lá fomos eu e o “Tio Arno” varar a primeira rebentação, depois de 15 minutos esperando o momento certo. Chegando no outside, ele me deixou lá e foi buscar o João Marcelo, para juntos irmos até a Laje. Nestes minutos sozinho na imensidão do mar, aproveitei para me concentrar e preparar o psicológico.

Chegando no pico, por volta das 8:00hrs da manhã, nos deparamos com muita gente no line up, entre eles a dupla de gaúchos Marcos Moraes e Chico Prieto, além das lendas Fabio Gouveia, Paulo Moura e Marco Polo surfando na remada, e meus companheiros de profissão, os cinegrafistas Rafa Shot, Bruno Tessari, Luis Reis e Lucas Barnis.

Seguindo orientação do Arno, comecei a filmar a galera que estava surfando a esquerda na remada. Como ali tudo era novo pra mim, busquei o melhor local para me posicionar, tendo como referência os barcos de apoio, ancorados no canal. Primeiramente, alguns jet-skis vieram até mim oferecendo ajuda, pois achavam que eu estava em apuros, mas prontamente mostrei a câmera para provar que estava ali para produzir imagens aquáticas. Por conta da forte corrente de alto mar, as vezes era necessário sim, uma ajuda do jet para voltar ao melhor posicionamento e não correr tanto risco.

Depois de produzir algumas boas imagens da esquerda, o capitão Arno me levou para a direita, onde consegui produzir algumas boas ondas do João Marcelo. Ali, tive uma importante ajuda do Marcos Moraes com seu jet, que me largava bem na bolha sempre que vinha uma série… Essa investida na direita foi alucinante, e rendeu algumas belas imagens nessa sessão da onda que, pra mim, me pareceu bem mais desafiadora que a esquerda, assim como sem muitas possibilidades de ser surfada na remada.

Voltando para a esquerda, um pouco mais familiarizado com a onda e os surfistas cada vez mais instigados pelas condições incríveis, tive o privilégio de registrar uma onda animal surfada pelo Marco Polo. Na de trás, veio o João Marcelo em uma das bombas do dia… Porém, nessa onda, tomei um caldão, ficando um tempo debaixo d’água. Após emergir, tomei mais uma onda na cabeça, sendo resgatado pelo integrante da ATOW-INJ João Baiuka.

Além de toda essa adrenalina registrando a galera, o “Tio Arno” exigiu que eu surfasse uma onda. E como uma ordem do “Búfalo da Neve”  jamais deve ser contrariada, lá fui eu ser rebocado numa jararaca daquelas. Logo ele me jogou numa, na qual cometi o erro de sair por trás dela, tomando a série na cabeça. Logo ele me resgatou e saí ileso, graças a Deus!

Após o surf, lá pelas 14:00hrs, fomos todos fazer aquele churrasco de confraternização na base da ATOW-INJ, onde tive a alegria de mostrar minhas imagens pra galera, que vibrou a cada take que passava.

Enfim, missão cumprida!

Pra mim foi uma experiência inesquecível poder registrar ondas assim aqui no Brasil junto com meus amigos, pois estou acostumado a registrar ondas grandes e perfeitas pelo mundo, mas em casa é algo muito especial. Queria agradecer primeiramente ao Arno Philippi, que foi quem me iniciou no caminho do big surf, ao Thiago Jacaré e o Marcos Moraes que me ajudaram muito a realizar um bom trabalho, além do meu camarada João Marcelo que surfou uma das bombas do dia, e por sorte eu estava ali para registrar.”, conclui o videomaker natural de Porto Alegre.

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