Eric Poseidon – Slab Atack

De uns anos pra cá, a busca por lajes (slabs) no litoral brasileiro virou uma febre entre os surfistas e bodyboarders mais destemidos do país. Ver registros de tubos insanos, que mais parecem picos gringos, tornou-se rotina pra quem acompanha os principais canais e portais do ramo.

Outro dia, nossa parceira de longa data, a cinegrafista carioca e bodyboarder casca-grossa Yana Vaz nos enviou um material do seu conterrâneo Eric Poseidon, produzido durante os maiores swells de 2017 nas lajes do Rio de Janeiro.

Eric é um destemido e experiente bodyboarder, aficcionado em tubos e na exploração de slabs (e na adrenalina que estas investidas costumam proporcionar)!

Abaixo, vocês conferem, além de um profundo bate papo com o atleta, o vídeo produzido pela Yana com os melhores (e piores) momentos vividos pelo Mr. Poseidon em algumas das ondas mais perigosas do Brasil.

(Pampa Barrels) Desde quando começaste a investir nos slabs?

(Poseidon) Então, eu surfo a mais de 24 anos de bodyboarding, e essa parada com os slabs começou após uma trip que fiz para o Chile, em 2013, onde tive a oportunidade de surfar em Arica, um fundo de pedra alucinante. Lá, senti muito mais a pressão de uma onda perfeita e tubular, sendo que em cima de pedras, mariscos e cracas, onde a dificuldade é extrema e os erros não são permitidos. Seguindo a viajem, fui para outra parte do Chile, em  Iquique, onde surfei um slab fantástico, chamado “Lá intendência”. Depois dessa trip, priorizei – nos últimos 4 anos – o surf em Slabs (fundo de pedra), por exigirem uma alta performance e dose de adrenalina diferentes do surf em um beach break comum, e realmente fazer com que o surf evolua muito mais.

Surfar ondas com potencial internacional, em casa, sempre foi um sonho para qualquer bodyboarder ou surfista brasileiro. Qual é a sensação de realizar, constantemente, este sonho?

– Como falei, depois de voltar do Chile procurei as lajes do Rio de Janeiro que poderiam parecer com o que vivenciei no exterior. E para minha alegria, o que vi e vivi não foi diferente! Shorebreak de Copacabana, Dramin,  Angra dos Reis e também o (cartão-postal) conhecido como Gardenal, não deixaram a desejar em nada! Todas as vezes que chega algum swell, a emoção toma conta da galera, já esperando as melhores ondas. É  realmente um sonho termos ondas com todo este potencial aqui no Brasil!
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Eric Poseidon, em algum lugar do Rio de Janeiro.
E teu acidente no “Shore”, fiquei sabendo que passou perrengue. Fala pra nós como foi essa experiência sinistra!
– Sabemos que acidentes podem acontecer a qualquer segundo no surf. Por isso, não podemos errar, porque o erro pode ser fatal. Em 2017, tive um acidente bem sinistro no Shorebreak, quando fui arremessado de cara nos mariscos! Cortei o queixo, levando 13 pontos e alguns arranhões na lateral do rosto. Graças a Deus não apaguei, e estava bem lúcido e consciente de tudo que estava acontecendo! Logo após o acidente, saímos remando para o posto 6 em Copacabana, onde fui para o carro com o David Barbosa e o Marcello Farias – amigos que estavam lá surfando comigo, e fomos para Gávea, onde fui  atendido na emergência do Hospital Miguel Couto. Já no hospital, fui levado para a ala cirúrgica, porém, o corte no queixo era bem profundo, e o cirurgião de plantão me transferiu para a ala Buco Maxilo, onde, enfim, fui atendido. Por uma feliz ironia do destino, o doutor era surfista e já tinha viajado para Indonésia, e me falou da experiência de surfar em corais, inclusive do risco que que representa “tudo isso”!

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E como foi esse papo com o Doutor?
– Contei pra ele como foi o acidente e como funciona a onda do Shore. Por ser uma bancada tão rasa, ele me falou que, se eu quisesse (sobre)viver e surfar lá mais vezes, teria que comprar um capacete, para não acabar perdendo a vida numa onda tão perigosa e bancada rasa! Agradeci a ele, e segui o conselho…
Mesmo tomando uma ruim dessas, percebesse que isso não te intimidou. 
– Depois do acidente, minha família, namorada e amigos ficaram muito preocupados comigo. Entretanto, da li por diante, falei pra mim mesmo que não seria por causa daquele acidente que eu pararia de surfar lá. Comprei o capacete e decidi que iria aprender mais sobre aquele slab. Ou seja, foquei em dominar aquela onda especial, e  durante o ano passado, em qualquer swell que apresentasse condições, íamos com tudo! Hoje, o foco é: surfar lá nos maiores dias que rolarem ondulações propícias!
Sabemos que, infelizmente, o bodyboard não é um esporte tão valorizado no Brasil. Na sua opinião, o que falta para termos um número maior de profissionais bem valorizados e circuitos estruturados?
– O fato, é que os circuitos brasileiro e vários estaduais acabaram por falta de organização por parte de muitas pessoas que só pensaram em ganhar grana com o Bodyboard. Pior, foram dirigentes que não se modernizaram e nem acompanharam a própria evolução do Bodyboard, que poderia estar no auge, pois somos os maiores campeões mundiais da história! Temos campeões no Masculino Pro, Feminino Pro, Pro Júnior… Se somarmos tudo, temos mais de 20 títulos mundiais no Bodyboarding. A nível Brasil, éramos mais fortes que o surf que, hoje, tornou-se a maior potência do mundo. Acredito que em algum futuro próximo, com pessoas capazes de fazer acontecer, voltaremos a ser uma potência e capazes de igualar o surf, mas, sobretudo, termos nosso valor novamente, só precisamos de ajuda!

Ano passado tu fez uma trip para Puerto Escondido – México. Fala um pouco como foi sua primeira temporada no beach break mais pesado do planeta.

– 2017 realmente foi incrível! Mesmo focado em surfar as lajes, apareceu uma promoção para o México, e como queria muito conhecer Puerto Escondido – Zicatela, por ser ser uma onda perfeita, fundo de areia, ondas grandes e potentes, não perdi a oportunidade de fazer essa trip alucinante. E foi incrível, surfei altos tubos, ondas grandes, perfeitas e, o melhor, com água quente (rsss)! Lá, também aprendi muito sobre preparo físico e psicológico, pois, em Zicatela, se você  não estiver preparado para os grandes dias, o sonho de surfar altas ondas pode ser tornar um pesadelo.

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Vai voltar?
– Sim! Pretendo voltar e poder surfar altas ondas novamente, e o lugar ainda é perfeito para levar a família.

E quem te apoia nesta intensa jornada? É tudo no amor ou alguém investe no seu talento e coragem?

– Hoje não tenho nenhum patrocínio! O que tenho são parcerias e apoios de prancha e acessórios, os quais uso no meu dia a dia de treinos. São eles: GTBOARDS (Marca do Hexa Campeão Mundial Guilherme Tâmega), Pena, Industry, Onix Bodyboardshop, ProShot Brasil e Shad Clothing.

 

Para encerrar, deixe uma mensagem pra molecada que te admira e sonha em seguir seus passos.

– Em primeiro lugar, agradecer sempre a Deus e minha família por me proporcionarem a oportunidade e saúde para fazer o que amo!

Em segundo lugar, quero dizer pra molecada que sonha em ser um bodyboarder profissional, para nunca desistirem dos seus sonhos, independente do que digam! Ninguém nasceu campeão ou melhor em tudo, então, treinem, se dediquem e, o mais importante, respeitem seus pais e não deixem de estudar. Eu, queria viver do esporte, e sei que vocês também! Porém, essa realidade é para poucos, faço sempre o impossível para nunca parar de surfar e viver uma vida digna. Obrigado pelo espaço Pampa Barrels, e até o próximo Swell!!! ALOHA

ROBSON PINHEIRO Fatura Título Gaúcho Após Lesão

Muito ouvimos falar de atletas que, após vencerem algum tipo de lesão, voltam ainda mais fortes e preparados para suas carreiras e desafios.

Aqui no Rio Grande do Sul, temos um belo exemplo disso!

Nada mais nada menos que o atual Campeão Gaúcho Open, Robson Pinheiro, superou uma séria lesão no joelho antes de conquistar o posto máximo de um competidor amador no estado.

Abaixo, segue um breve bate-papo que tivemos com o Robson, vulgo “Gambá”, que nos atendeu em meio sua rotina de aulas de surf na 88 Surf Funcional, treinos, estudos, trabalho como vendedor na De Lucca Surf Skate e pai de família.

(Pampa Barrels) – Como e quando foi tua lesão?

(Robson) – Minha lesão ocorreu quando eu tinha 15 anos de idade nessa época morava na praia do Rosa surfando na volta de um aéreo lesionei o ligamento colateral e desde então vinha me incomodando. E agora, por último, a lesão agravou jogando futebol.

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Robson Pinheiro no aéreo que originou a lesão. Praia do Rosa – SC / Arquivo Pessoal

E como desenrolou toda recuperação?

Como eu tenho apoio da clínica Efficience, o proprietário e fisioterapeuta Ademir Cardoso me ajudou em toda a recuperação da lesão, o que foi fundamental para voltar bem e,  vencendo.

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Ademir Cardoso / Clínica Efficience e Robson durante a recuperação do atleta.

Então, quer dizer que a lesão te ajudou a voltar ainda mais forte?

Com certeza a lesão me fez voltar com mais força e concentração! Estava com saudade de competir e isso me motivou a voltar mais fortalecido.

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Robson Pinheiro botando pressão em uma das etapas do gaúcho 2017. Foto: Luciano Sombrio

E o título gaúcho, esperava tanto ou ele veio ao natural?

O título veio meio que ao natural, pois estava me divertindo e sabia que seria muito difícil. O circuito só tem monstro – Tiago Braga, Zé Melo, Giovani Silva, Iuri Silva, Kaian Bernardo, Cristiano Cardoso, Tide Silva, Josias pedrinha, Jonas Brocca, Maurício Nunes, Luciano Fornari, pô, uma raça que surfa muito, só pedreira!!! Desde o 1° round, cada bateria era uma final, e eu só pensava em surfar como se estivesse fazendo um freesurf, mas, o que me ajudou mesmo, foi observar o mar onde quebravam as melhores ondas. E tinha altas ondas, do jeito que eu gosto, então o resto fluiu ao natural (kkkk)!

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E para este 2018 que se inicia, quais são seus planos – dentro e fora d’água?

Meu plano para 2018, fora d’água, será  focar na minha faculdade de educação física e no trabalho no ramo de educador físico. No surf, fazer uma surf trip e competir bastante, se conseguir renovar meus apoios para 2018.

Para finalizar, deixa aquele recado pra nova geração que almeja crescer dentro surf.

Quero dizer pra molecada nunca deixar de acreditar em seus sonhos, e para batalharem por aquilo que buscam na vida. Não dê ouvidos àqueles que disserem que algo dará errado, ou que não vai dar certo. Procure sempre fazer o bem, ser bom com o próximo, pois plantando o bem, colhemos o bem, se plantarmos o mal… E muito surf na veia, além de jamais deixar de lado os estudos já que, sem estudos, nem surfistas conseguimos ser!

As causas do avanço do mar no sul/sudeste brasileiro… Por GeoSurf

Por GeoSurf.

O avanço do mar em algumas praias do sul e sudeste brasileiro está gerando muitas discussões sobre a real causa deste fenômeno. A equipe do Geosurf busca esclarecer algumas questões quanto a isso, tendo em vista que, por vezes, o foco da discussão, como atribuir ao degelo das calotas polares, é equivocado.

Em 2017 as ondulações provenientes de leste predominaram de forma constante e intensa (ressacas recorrentes e poucos dias de mar “flat”), sobretudo durante o outono e o inverno, época em que os swells vindos de sul geralmente são os protagonistas. As ondulações de leste “atingem de frente” grande parte do litoral sul, diferente da ondulação de sul que atinge obliquamente.

Tal fenômeno resultou em distribuições anômalas dos sedimentos dependendo da orientação da linha de costa de cada praia. Enquanto alguns setores da costa sofreram erosão intensa, deixando a faixa de praia mais estreita, em outros houve acumulação de sedimentos, aumentando a largura de faixa de areia da praia.

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Navegantes – SC. Fonte G1 – Globo

Nos trechos erosivos, a areia da beira da praia e das dunas, que antes formavam barreiras naturais contra o avanço do mar, é retirada pelas ondas e transferida para outros setores da costa e para bancos de areia externos. Com isso, qualquer aumento do nível do mar repentino – seja devido às grandes ondulações, aos fortes ventos vindos do mar ou à variação de maré – resulta no avanço do mar sobre a costa.

É difícil afirmar se este fenômeno é resultado de uma mudança climática global causada pelo ser humano, e reconhecemos que as calotas polares estão diminuindo, porém, sua influência nas mudanças do nível do mar não ocorre de forma brusca e instantânea. Entretanto, relatórios recentes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) apontam para alterações no padrão dos eventos oceanográficos extremos (frequência, intensidade e direção), e nesse sentido, podemos refletir sobre o comportamento atípico do clima e das ondas em 2017.

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Praia Mole – SC. Fonte ND Online

Por fim, é necessário que não se mude o foco do problema, e que se alerte para a necessidade de preservação das dunas frontais e para importância da dinâmica sedimentar no sistema costeiro. Construções mal planejadas que não respeitam a dinâmica natural do ambiente, além de alterar a dinâmica de construção de bancos de areia, estarão sempre susceptíveis à força do mar, acarretando muitas vezes em destruição, poluição e risco aos banhistas com os destroços.

 

O Projeto GeoSurf, organizado por alunos(as) e profissionais das Geociências, propõe algumas ações que incentivam, de forma harmoniosa, a divulgação da ciência e o incentivo ao esporte. Um dos eventos realizado por ele é o GeoSurf Sul, que se trata de um campeonato de surf realizado em alguma praia da região sul do Brasil, com o objetivo de difundir e estimular o interesse da população local à geologia. Para isso, a equipe instala painéis informativos (formação das rochas da região, dinâmica costeira, formação das dunas e ação dos ventos, além de dados sobre fauna e flora), realiza aulas/palestras em escolas e distribui brindes, como livros, que abordem temas relacionados ao assunto.

Humberto Rocha relata trip para África do Sul e experiência em J’Bay

Uma trip que deve constar na lista de qualquer surfista viajante que se preze, sem dúvidas, é para África do Sul!

Não apenas por ter uma das direitas mais perfeitas do planeta, nem por essa direita ser um baita teste de coragem e sapiência, mas, também, por se tratar de uma cultura incrível, um tanto selvagem, e o litoral ser banhado pelos oceanos Atlântico e Índico – o que significa muitos picos ao logo da extensa costa litorânea do país.

Recentemente, nosso parceiro e local de Tramandaí Humberto Rocha, o “Tchaca”, voltou de uma viagem por lá, onde realizou o sonho de surfar Jay Bay. Abaixo, confira o bate papo irado que tivemos com ele!

1 – (Pampa Barrels) Recentemente tu voltou de uma trip pela África do Sul. Conte um pouco como foi a experiência por lá.

(Tchaca) – Já fazia anos que a África do Sul fazia parte do meu roteiro, e esse ano coloquei como meta e graças a Deus consegui realizar esse sonho. Surfar J’Bay foi algo magnífico, a melhor onda que surfei na minha vida! O lugar é fantástico e a onda simplesmente perfeita.

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul.

2 – Que irado que surfou J’Bay! Qual foi a sensação de surfar nesse point break tão perfeito e simbólico à cultura surf?

A sensação que tive deve ser a mesma que um piloto de formula 1 sente quando entra na pista dos sonhos para ultrapassar seus limites… A onda é muito longa e com seções diferentes uma da outra, o que propicia um surf de alto nível e faz o surfista evoluir de verdade.

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul. By Robbie Irlam

3 – Não tem como não falar deles, os tubarões. Viu algum ou presenciou alguma situação com eles?

Tem tubarão! Mas nem entrei nessa paranoia e só foquei no surfe. Teve um dia que saí da água já escurecendo. Daí sim, quando estava saindo do mar me lembrei e me arrepiei! O único ocorrido foi  que, no surfe da tarde, dois gringos estavam sentados no line up e viram um tubarão branco passar entre os dois, só a barbatana gigante cruzando entre eles…

4 – Indo mais a fundo nessa questão. Tu notou alguma influência dos tubarões no surf local, algo relativo ao cotidiano, cuidados, medo e etc?

O que eu percebi é que não teve nenhum impacto no surf local e no turismo, muito mais que a WSL continua com o seu melhor evento do ano lá. Mas, todo cuidado é pouco!

5 – Tendo em vista a qualidade das ondas do país e um Campeão Mundial local, porque tu acha que nunca surgiu um novo Shaun Thomson?

Essa pergunta é interessante, pois surgiu sim, o local de Durban Jordy Smith, que está sempre lá em J’Bay treinando e é quase imbatível naquelas condições clássicas que o pico oferece. Mas, respondendo tua pergunta, talvez seja o fato de o surf não ser muito valorizado no país, consequentemente, atletas de alto nível são escassos.

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Jefrey’s Bay – África do Sul. By Humberto Rocha

6 – Tu encabeça o ranking gaúcho Senior – e agora também na Master, já há algum tempo, vence campeonatos locais em Tramandaí, além de ainda arranjar tempo para ser pai de família e tocar a Expresso São José (Tchaca é executivo da empresa). Aí, eu te pergunto. De que forma o surf te ajuda nestes desafios como competidor, empresário e recentemente Pai?

Na verdade o surf competição me ajudou e ajuda muito na minha vida profissional na São José, a ser pai de família e como homem. Muito das decisões, coragem, rapidez para poder resolver situações imediatas, eu devo as competições de surf… O surf salva!

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul. By Robbie Irlam

7 – Faça uma breve reflexão a respeito da sua evolução, tendo em vista os dois paralelos que experimentaste nos últimos meses, Surf no RS vs. Surf em J’Bay.

Foi uma das viagens que eu mais senti evolução, porque a onda propicia todas as manobras. As mesmas pranchas que eu uso em Tramandaí eu usei lá, só aumentei um pouco o volume. De resto, tudo igual.

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Conexão África/Brasil. Tchaca interagindo com o povo local.

8 – Para finalizar, deixe uma mensagem pra gurizada que sonha em ser “alguém no surf”.

O que eu gostaria de dizer para essa nova geração de excelentes surfistas é o seguinte: ESTUDEM e TRABALHEM, para o quanto antes conseguirem guardar uma graninha para viajar. Fazendo isso, mais cedo poderão ser os futuros campeões.

* Apoio: Expresso São José – parceira do Pampa Barrels desde 2013.

Premiação DaDo Bier Pampa Barrels 2017 acontece dia 5 em Porto Alegre

Mais um ano de muitos tubos no Rio Grande do Sul, 2017 realmente foi um ano especial para os tube riders gaudérios! Com isso, a Dado Bier e o Pampa Barrels convidam todos para o evento de premiação do #DaDoBierPampaBarrels2017, a maior competição interativa de surf do Brasil e importante veículo de fomentação do surf gaúcho!

Com o engajamento dos melhores surfistas e cinegrafistas do estado, 2017 foi marcado como o ano de maior nível técnico dos quatro anos de projeto, o que deixa uma tarefa indigesta para os jurados, pois a disputa está acirradíssima.

Dia 5 de Dezembro, no DaDo Bier Bourbon Country – POA, iremos realizar uma das celebrações mais legais dos últimos anos. Fique ligado nas atrações e garanta já seu ingresso para este evento singular na história do surf gaúcho!

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Art by Sarah Rocha

Atrações:

// Premiação Competição Interativa

// Homenagens aos Destaques do Ano

// Show com Ras Bernardo + Banda HOTEP

// Exposição de Fotos “Winter Photo Session”

// Exibição de Vídeos Especiais

// Exposição de pranchas “Museu Geraldo Ritter” + Quiver World Champs DaDo Bier

// Exposição de Arte – Troféus Personalizados

// Presença dos Melhores Surfistas Gaúchos da Atualidade + Ícones do Esporte

* E aí, vamos nessa!? Não perca tempo e garanta já seu ingresso, pois eles são limitados e vão acabar rapidinho! 😉

Viva o Melhor do Surf Gaúcho!!!

:::: SERVIÇO:

Abertura do Pub: 19h30
Ingressos antecipados: R$ 15,00 no Sympla –https://www.sympla.com.br/premiacao-dado-bier-pampa-barrels__216331 e no local
Na hora: R$ 25,00
Happy Hour: 50% de desconto nos chopes até 21h

Informações e reservas: 3378 3000 ou WhatsApp 51 9 9283 8832

Júri de Peso – Saiba quem irá julgar o DaDo Bier Pampa Barrels 2017

Se existe um fator, além da sorte, que pode sobrepor-se ao talento e a dedicação no surf, sem dúvidas, é o julgamento.
Como temos visto no circuito mundial há muitos anos, e já vimos também aqui no Pampa Barrels, o ato de JULGAR SURF é polêmico mesmo.
Pensando em conceitualizar ao máximo o julgamento da nossa querida competição interativa, convocamos 11 nomes de peso para esta indigesta tarefa.
São eles:
Ader Oliveira site Waves
Ader Oliveira – Arquivo Pessoal
– Ader Oliveira (Diretor Global site Waves.com.br e fundador site Surfbahia.com.br)
Ader, acima de tudo, é um surfista apaixonado, e é um dos principais jornalistas de surf do país. Sua posição de diretor global do site Waves é puro mérito e fruto do talento e carisma do baiano nascido em Ilhéus. Seu trabalho com o site Surf Bahia – Ader idealizou e administra o site – é fantástico e digno do título de maior portal regional de surf do Brasil. Pura simpatia e comprometimento com o surf!
Eu e Juninho Alceu toledo waves
Thiago Rausch e Alceu Toledo Junior – Billabong Pro Rio 2013
– Alceu Toledo Junior (Jornalista Ícone e Editor do portal Almasurf.com.br)

Juninho, como é conhecido pelos amigos, marcou história no jornalismo de surf. Trabalhou como editor do site Waves por mais de 15 anos. Além de reportagens, entrevistas e coberturas, lançou muita gente boa no mercado, Ader Oliveira e Thiago Rausch que o digam, mostrando visão, criatividade, humildade e profissionalismo ímpares. Atualmente é editor do conceituado portal Almasurf. Uma lenda viva!

Xandão Ondas do sul by Gabi Gomes
Alexandre “Xandão” Almeida, Tramandaí – RS – Foto: Gabriel Gomes
– Alexandre Almeida (Fundador do site Ondasdosul.com.br)
Xandão é um dos maiores influenciadores do surf gaúcho atual. Há mais de 10 anos toca o site Ondas do Sul, informando a gurizada e passando boletins diários das condições do mar, sem falar nas câmeras ao vivo que espalhou pelo estado. Grande de tamanho e de coração, pois incentiva a molecada da nova geração de Tramandaí e abre espaço em seu site para qualquer pessoa que tiver um bom material para divulgar. Um grande cara, ao pé da letra!
Alexandre Klein, Punta Mango - El Salvador.
Alexandre “Xandinho” Klein, Punta Mango – El Salvador – Arquivo Pessoal Xandinho
– Alexandre Klein (Juiz da FGS e Soul Surfer)
Xandinho é um cara nota 10! Quando competidor, o hamburguense fez bons resultados em circuitos locais pelo RS, mas o prazer por aprender como a banda toca e se desenvolve o fez ir além. Trabalhou por anos como juiz da Federação Gaúcha, onde seguidamente era condecorado como melhor árbitro, e nos anos 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010 foi um dos responsáveis pelo sucesso meteórico da Associação de Surf de Mariluz. Entretanto, o que ele mais gosta é surfar altas ondas com seus amigos em algum secret spot pela América do Sul ou Central. Exemplo dentro e fora d’água!
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Carlos “Tuca” Gianotti
– Carlos “Tuca” Gianotti (Pioneiro do Surf gaúcho)
Tuca é O Cara! Um dos primeiros a largar a rotina de Porto Alegre para se dedicar integralmente ao surf. Nos anos 80 e e início dos 90 foi o surfista gaúcho mais bem sucedido, com bons patrocínios e resultados expressivos como amador e profissional. Depois de se aposentar das competições dirigiu a FGS, realizando o que muitos dizem ter sido a melhor gestão da história do surf gaúcho. Até hoje surfa altas ondas e é uma baita referência a todos que sonham viver do surf no estado. LEGEND!
Igor Lumertz - Foto Israel Ramirez
Igor Lumertz, Puerto Escondido – México. Foto Israel Ramirez

–  Igor Lumertz (Big Rider): Natural de Porto Alegre e local da praia de Mariluz, litoral norte gaúcho, Igor Lumertz é um grande ícone do big surf gaúcho. Suas proezas no mar são dignas do grande ser humano que é, pois, como dizem, todo big rider tem um big coração. Seja nas ressacas gaudérias ou nos outsides do planeta, sempre representou com coragem e orgulho a bandeira rio-grandense!

Klaus Kiser e Shaun Tompson
Klaus Kaiser e Shaun Tompson – Jefrey’s Bay 2017
Klaus Kaiser (Analista da WSL e dirigente WSL South America)
Qual surfista brasileiro ainda não ouviu o nome ou a voz de Klaus Kaiser?  Provavelmente nenhum! Natural de Pinhalzinho – SC, junto com André Gioranelli e Pedro Muller, é um dos 3 analistas integrais da WSL no circuito mundial, o que é um baita orgulho para o sul do Brasil, principalmente para Balneário Comboriú, onde foi criado. Sem dúvidas, um dos caras mais bem preparados para a função que exerce dentro da maior entidade de surf do mundo e, logicamente, para julgar os finalistas do DaDo Bier Pampa Barrels 2017. Uma verdadeira enciclopédia do surf brasileiro!
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Manglio Bertolucci, Suntet – Hawaii Anos 80
Manglio Bertolucci (Pioneiro do Surf Gaúcho):
O primeiro gaúcho a competir profissionalmente no circuito mundial e um dos primeiros a desafiar as ondas havaianas, Manglio foi pioneiro não só dentro d’água, mas, também nas páginas de revista, tendo a honra de ter estampado a capa da Revista Fluir nos anos 80, entubando em Sunset Beach. Fez história com a banda “Off The Wall”, embalando as surf trips de muitos surfistas pelo mundo e marcando a cena do Surf Music nacional. Um verdadeiro ícone!
Marcos Monteiro, Nazaré po Rafael Riancho
Marcos Monteiro, Nazaré – Portugal – Foto Rafael Riancho
– Marcos Monteiro (Big Rider e Guarda-vidas)
O big rider e bombeiro carioca Marcos Monteiro é, sem sombra de dúvidas, um dos 5 guarda-vidas mais bem preparados do mundo. Entre seu maiores trunfos, está o salvamento heróico do legend brasileiro Aldemir Calunga em Puerto Escondido, uma vitória na etapa chilena do Big Wave Tour e, recentemente, ter surfado ondas gigantescas em Nazaré – Portugal. Um monstro do big surf mundial!
Pedro Felizardo, indo
Indonésia – Foto Pedro Felizardo
– Pedro Felizardo (Fotógrafo e Jornalista)
Felizardo até no nome, Pedro realmente é um cara de sorte. Porém, como dizem, a sorte está do lado dos bons e que fazem por merecer. Jornalista e fotógrafo de surf há anos, foi um dos principais colaboradores da Revista Fluir, produzindo fotos, matérias e entrevistas com os maiores nomes do surf brasileiro e mundial. Ou seja, além de “Felizardo”, é um dos melhores profissionais do surf brasileiro e mundial!
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Pedro Manga, Code Red Teahupoo 2013. Arquivo Pessoal Manga
Pedro “Manga” Aguiar (Soul Surfer e Big Rider Gaúcho)
Ícone do soul (big) surf brasileiro, o portoalegrense Pedro Manga fez história em picos como Puerto Escondido, Teahupoo e Jaws muito antes do BOOM das mídias sociais e eventos XXL. Não por acaso, nomes como Felipe Cesarano e Pedro Calado lhe tem como ídolo. Além disso, Manga foi a maior inspiração para a criação do projeto Pampa Barrels. Um cara que faz a diferença na vida de quem tem o prazer de lhe conhecer!
* Dia 5 de Dezembro no DaDo Bier Bourbon Country – POA acontece o evento de premiação e encerramento do projeto 2017. Venha celebrar conosco O Melhor do Surf Gaúcho!

IRMÃOS DO MAR – Teaser Oficial

Primeira websérie do Pampa Barrels, “Irmãos do Mar” foi idealizada no México pelo freesurfer e surf repórter gaúcho Thiago Rausch, que em cinco temporadas por lá teve a sorte de conviver e aprender muito com verdadeiros surfistas de alma, que, unidos pelo amor ao surf, tornaram-se irmãos de jornada, de vida, do Mar.

Abdicar de tudo por um sonho, amar mais o surf do que o futebol, surfar ondas gigantes, superar medos e conquistar o mundo, são algumas das proezas dos 5 protagonistas desta primeira temporada, que foi toda gravada em Puerto Escondido durante a temporada 2016.

Marcelo Mota virou big rider quase na terceira idade, depois de superar a perda de seu irmão, que faleceu fazendo o que mais amava, surfando.

Marcelo Mota, primeiras temporadas
Marcelo Mota, Puerto Escondido – México. Por Angel Salinas

Pedro Calado chocou o mundo com sua coragem nos maiores mares da história do big surf até aqui, e tornou-se vice-campeão mundial de ondas grandes aos 19 anos de idade.

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Fabricio de Bona foi surfista pioneiro na saudosa praia de Mariluz – RS, e trabalhou duro para viver a vida pegando onda.

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Fabricio de Bona. Arquivo Pessoal

Rodrigo “Beckam” Juliano foi estrela do futebol brasileiro, jogou em clubes de renome como Botafogo, Corinthians e Atlético Paranaense, entretanto, sua maior paixão sempre foi o surf.

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Rodrigo “Beckham” Juliano. Arquivo Pessoal

E Rodrigo “Pedra” Dornelles é, até hoje, o único surfista gaúcho a integrar a elite do surf mundial e, mais do que isso, foi o que mais batalhou para conquistar tal façanha. Ou seja, cinco ícones da cultura surf, cinco campeões da vida, cinco Irmãos do Mar!

Rodrigo Dornelles, Puerto Escondido - México. Foto Buho Jarquin
Rodrigo “Pedra” Dornelles, Puerto Escondido – México. Por Buho Jarquin

Roteiro, edição e direção: Thiago Rausch

Direção de arte: Sarah Rocha

Imagens: Miguel Lopez, Milenka Hrabovcak e Yana Vaz

Trilha: The Beatiful Girls “No wrong, no right

Freesurfer Lucas Leite relata experiência no Sul do México

Quem não lembra daquele mar épico que rolou durante a etapa do Rip Curl The Search México, durante o WCT de 2006, nas perfeitas e até então pouco exploradas ondas de Barra de La Cruz?

De lá pra cá, o sul mexicano tornou-se alvo de muitos surfistas de todas as partes do mundo. Não é pra menos! Quantos lugares do mundo oferecem, por um valor bastante acessível, tantas direitas perfeitas tão perto uma da outra?

Conversamos com o freesurfer gaúcho Lucas Leite, que recentemente esteve por lá e pode desfrutar de algumas “jóias mexicanas”.

Abaixo, confira alguns momentos de ação e o que disse o Lucas sobre a trip!

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1 – Da onde surgiu a inspiração para fazer essa trip pro sul do México?

O México sempre foi uma trip que me atraiu pois Puerto Escondido é um dos picos que eu mais curto e que com certeza me deixou vontade de voltar, quando fui ao México foi a convite do meu dindo João Felipe Costa que já havia feito esta viagem diversas vezes com seus amigos e me incluiu no pacote nessa ida. hehe

2 – Quais foram os principais picos que surfou?

Surfei La Escondida, La Bamba, Conejo, El Beach Break (em Salina Cruz) e a famosa Zicatelinha na de Puerto!

3 – Qual direita achou A MELHOR?

A direita da Escondida tem sessões muito iradas com certeza, mas um pico que me agradou muito foi pegar a Bamba bem no pico e passar colado nas pedras que emergem da água, sinistro!

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Fotos: Arquivo Pessoal Lucas Leite

 

4 – Sabemos que rola um localismo forte por lá, principalmente na questão dos guias. Teve algum problema ou presenciou algum fato em relação isso?

Não tive problemas com localismo no México, por se tratar de point breaks em Sallinas cada um tem sua vez e os guias nos instruiam bem quanto a isso, o respeito era mutuo e não rolou nada de treta séria, uma ou duas discussões básicas mas nada de se queixar, como em qualquer pico, em Puerto que é mais concorrido, quem dropa primeiro leva, só não da pra ficar se atirando na frente dos outros haha

5 – O que você diria para algum amigo que pretende viajar pro México?

Vale a pena fazer essa mistura de Sallinas e Puerto Escondido, vai conseguir surfar altas ondas mais intermediárias e constantes e finalizar a trip com algo mais pesado, baita lugar que recomendo e com certeza voltaria até antes de conhecer algum outro!

Épico Pampa Barrels – Josias Pedrinha da Show no Píer

O dia 2 de outubro de 2017 ficará marcado na memória do surf gaúcho!

Foi um dia realmente abençoado, digno de ser chamado de épico e responsável por muitas cabeças feitas por todo litoral do estado, além de memory cards cheios de belas imagens e nosso email explodindo.

Mais precisamente em Tramandaí, um surfista em especial deu show de surf!

Campeão do Pampa Barrels 2014 – Josias Pedrinha surfou por horas no backdoor da plataforma, fez inúmeros tubos demonstrando uma aptidão singular nos canudos marrons, pesados e perfeitos do RS.

Sem dúvida alguma, uma das performances mais contundentes já vistas no píer de Tramanda!

Abaixo, vocês conferem um pouco da performance do Josias neste dia incrível.

OBS: Segundo várias testemunhas, seu melhor, mais profundo e longo tubo não foi registrado, e ainda teve direito a full rotation na junção… Um monstro do surf gaúcho!

Texto e edição: Thiago Rausch / Pampa Barrels

Imagens: Moises Trindade

Foto de Capa: Gabriel Gomes

Thiago Rausch na Revista Surfer

“O que fizemos com amor desafia o impossível; expande horizontes; nos leva aonde jamais imaginamos chegar.”

Thiago Rausch Surfer
Thiago Rausch – PÁGINA INTEIRA na Revista Surfer de Outubro – Foto: Igor Hossmann

Por Thiago Rausch

Ainda estou sem acreditar, e creio que jamais conseguirei agradecer tanta benção, reconhecimento e carinho! Comecei o ano perdendo importantes apoiadores, descobri duas hérnias na lombar, planejei trip – e não realizei, quase abandonei o Pampa Barrels e assisti de longe uma das melhores temporadas mexicanas dos últimos tempos, que fez bombar sem parar essa direita maravilhosa apelidada de “Carmelitas” (onda que mudou minha vida). Principalmente pela lesão e pela perda dos apoios, me questionei bastante quanto a razão e ao meu rumo como freesurfer, profissão essa que forjei desde que conheci Puerto Escondido, em 2012. Decidi seguir, mais do que nunca, por amor ao surf e pelo simples prazer de trabalhar com o que amo!

Tenho me dedicado diariamente a exercícios de fortalecimento muscular, e cuidado um pouco mais da alimentação também, esse ano mesmo machucado surfei altas ondas no Cardoso e Praia do Porto durante swells bem grandes, sem adesivo no bico, livre, leve e solto. E confesso, como isso é bom, fiz tudo motivado por minha natureza e isso fez toda diferença. A verdadeira Evolução vem quando esquecemos o ego e a vaidade para nos dedicarmos de corpo e alma por alguma coisa. Fazer de um sonho uma realidade só depende da nossa própria energia.

E agora, lá por Maio, quando eu ainda estava trabalhando como servente de obra em Mariluz, chega uma mensagem do shaper californiano Todd, da Proctor Surfboards, cara que fez a prancha da minha vida e que tem me dado as maiores alegrias que eu poderia ter dentro e fora do mar. A gente não se conhecia e nunca havíamos falado um com o outro, e na mensagem ele dizia que estava muito feliz e impressionado com minha performance totalmente underground em Puerto, surfando ondas perigosas por puro amor, além de fazer com sua cria, uma Custom Gun 8’2, exatamente o que ele havia imaginado quando a shapeou. Falou mais. Disse que queria me dar uma prancha nova em recompensa pela performance e pelos direitos de imagem de uma foto incrível feita pelo Igor Hossmann, pois ele tentaria publica-la na Revista Surfer. E publicou!

Ou seja, no “pior” momento da minha surpreendente caminhada como freesurfer, foquei no que mais importava pra mim, que é o amor pelo surf e tudo que envolve esse lifestyle divino, e o universo fez o resto…

Hoje, enfim entendo que a verdadeira essência do surf vai muito além de subir numa prancha e mandar ver. Contemplar e proteger a natureza, entender e absorver sua energia vital, é algo supremo. Gratidão por tudo! Pela vida. Pela saúde. Pela família. Pelo amor. Pela natureza. Pelo surf e por todos anjos que que ele me apresentou entre uma surf trip e outra. Obrigado a TODOS que de alguma forma contribuíram em minha jornada até aqui, não vou citar nomes pois é muita gente, muitos anjos, apenas obrigado de coração Família, EU AMO VOCÊS!!!  #ForTheLove 

Abaixo, assista o vídeo do tubo registrado pelo mexicano Miguel Lopez.