Destaque

Premiação DaDo Bier Pampa Barrels 2017

ESPETACULAR!

Se tem alguma palavra que possa de definir o que foi o DaDo Bier Pampa Barrels 2017, espetacular é a primeira que vem na cabeça. Não um espetáculo de bandas ou música Pop, mas, sim, um verdadeiro show de união em prol de uma causa, o surf gaúcho.

Vídeo: Produtora Shyllep / Gabriel Saudades

O dia 5 de dezembro de 2017 ficará na lembrança de quem compareceu ao DaDo Bier Bourbon Country – POA. Competidores (surfistas e cinegrafistas), organizadores, artistas, patrocinadores, colaboradores e público em geral, cada um colaborou um pouco para que a energia trasnbordasse durante a premiação do projeto 2017 que, diga-se de passagem, superou todas as expectativas em um dos piores anos da história da economia gaúcha e brasileira.

Usamos o termo espetacular, também, por conta dos inúmeros clássicos que rolaram este ano em nosso litoral. Mares épicos durante a janela de competição – de 01/11/16 a 15/10/17 – aliados ao engajamento cada vez maior por parte dos melhores surfistas e cinegrafistas do estado, garantiram uma considerável elevação na qualidade dos tubos inscritos.

Outro fator que nos inspirou a enxergar tudo como um espetáculo, foi a exposição de pranchas “Museu Geraldo Ritter”, carinhosamente preservado pelo legend Carlos Alberto Diehl da Escola Gaúcha de Surf e, claro, as apresentações musicais da noite. Primeiramente, com toda vibe da banda/família Surfistas da Paz e, após a premiação, todo talento e verdade da banda HOTEP, que teve a nobre companhia do ícone do reggae nacional Ras Bernardo.

Além das premiações, que ultrapassaram os R$20.000,00 – em produtos dos patrocinadores (pranchas Trench Town, skates Surfeeling, wetsuits Mormaii, quilhas 3DFins e equipamentos da Kite Sul, Marivan e Rise Up), os finalistas e destaques do ano tiveram a honra de receber troféus personalizados pelos artistas Andre Chiesa, Darcius Rosback, Jhana Uessler, Ogro e Sarah Rocha.

Fotos: Bruna Prates e Pedro Barcelos / Shyllep 

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Agora, vamos aos resultados.

Com o intuito de incentivar a nova geração, a categoria Surfeeling Melhor Tubo no RS (Sub-20) teve Gustavo Borges como grande campeão, que teve seu tubo registrado na Praia dos Molhes em Torres pelo ícone Stéfano Dornelles – vencedor do melhor tubo de 2016. Em segundo lugar ficou o multi campeão estadual amador Luy Arman, seguido pelo recentemente coroado campeão gaúcho júnior Alessandro Silva, que ficou com o terceiro e quarto lugares.

Confirmando o favoritismo e o bicampeonato, Josias Pedrinha levou a categoria Marivan Melhor Tubo no RS (Open), com um canudo surfado contra os pilares da plataforma de Tramandaí e registrado pelo shaper e cinegrafista nas horas vagas Moises Trindade. Em segundo ficou o campeão Sub-20 Gustavo Borges, em terceiro o campeão do Pampa Barrels 2015 Cristiano Cardoso, e em quarto o tube rider Tiago Braga, ambos com tubos surfados em Torres.

Na categoria mais casca-grossa do evento, a Kitesul Best Tube Around The World, que premia o melhor tubo surfado por um gaúcho ao redor do mundo mundo, o tube rider e instrutor de yoga Lucas De Nardi foi o grande campeão com um “diamante” surfado em Pipeline – Hawaii e registrado pelo especialista no assunto Diego Santos. Com o vice campeonato ficou o cervejeiro Juliano Bortoluzzi, seguido pelo doutor Henrique Degrazia e o capitão Felipe Oliveira, ambos com tubos surfados nas ilhas Mentawai – Indonesia.

Já nas categorias especialmente apresentadas pela 3Dfins, a Winter Photo Session premiou a melhor sequência de fotos e melhor foto única de um tubo surfado no Rio Grande do Sul.

Na foto única, Gustavo Borges levou outro caneco pra casa, com um registro especial do mestre Luciano Sombrio, que teve a sensibilidade de fotografar um tubo inter-estadual, onda essa que começa no meio do Rio Mampituba (RS) e termina no Passo de Torres (SC). Em segundo, tivemos outro registro do Sombrio, dessa vez com Cristiano Cardoso protagonizando a cena, seguido por Tide Silva ( Foto: Luã Teixeira) e Josias Pedrinha (Foto: Gabriel Gomes), 3º e 4º lugares.

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Josias Pedrinha ainda levou a Melhor Sequência, com um tubasso de backside surfado no Backdoor da plataforma de Tramandaí e registrado pelo fotógrafo Gabriel Gomes. Mais uma vez, o segundo lugar ficou com o “Rei do Rio” Cristiano Cardoso (Foto: Luciano Sombrio), em terceiro o peruano Manuel Roncalla (Foto: Sombrio), e em quarto o potiguar Tide Silva (Foto: Pedro Castanho).

Pra fechar com chave de ouro, foram premiados os destaques do ano – que levaram um long john Mormaii Flexa cada.

Na categoria Masculino, José Luis Mello foi o escolhido, tendo como maiores trunfos suas duas vitórias no Circuito ASTRI 2016 e uma bela passagem por Puerto Escondido – México.

Zezinho, Destaque do ano

Na Feminino, Yasmin Dias levou a melhor com suas conquistas no RS e Brasil afora fazendo a diferença a seu favor.

Yasmin Dias Destaque do Ano Fem.

Na Bodyboard, o tube e big rider Lucas Kunsler foi eleito após muitos tubos, bombas e bons resultados no circuito gaúcho.

Lucas Kunsler destaque do ano

E na SUP, Junior Lisboa foi coroado com méritos, pois vem arrepiando já há algum tempo nos mares do sul, sudeste e nordeste do país.

Destaque do Ano SUP Lisboa

Performance do Ano: Josias Pedrinha

Onda do Ano: Gustavo Borges

Para este ano de 2018 muitas novidades estão por vir. Fiquem ligados em nossas redes sociais e nos clássicos de terral, pois o prazo para coleta das imagens do #DaDoBierPampa Barrels2018 começou dia 16/10/17 e vai até 01/10/18!!!

MUITO OBRIGADO a todos que colaboram para que o Pampa Barrels seja, hoje, a Maior Competição Interativa do Brasil! ALOHA

 

MANUEL RONCALLA – Peruano Fatura Etapa da Liga Gaúcha

Durante os dias 17 e 18 de fevereiro, o Balneário Pinhal foi palco da primeira etapa da Liga Rio-Grandense de Surf, a “Taça Planeta Surf LRS 2018” – em memória a Laudyr José.

Entre os destaques que arrepiaram nas valas regulares de até meio metro, condição que predominou durante o final de semana, citamos o invicto Ferpa Becker, campeão Mirim, o professor Beto Diehl, que faturou a Longboard aos 49 anos de idade, e os incansáveis legends  Humberto Rocha, Felipe Martins e Ki Fornari. Para conferir todos os resultados, clique aqui!

E na principal categoria do evento, a Open, o título ficou com o talentoso surfista peruano Mauel Roncalla, que mora há pouco mais de dois anos no estado e se tornou o primeiro atleta do Peru a vencer uma etapa do circuito gaúcho.

Captura de Tela 2018-02-22 às 15.05.13Após a vitória, conversamos com o Roncalla para saber como foi a conquista e como anda a vida pelo sul do Brasil.

(Pampa Barrels) Como foi vencer sua primeira etapa no Circuito Gaúcho?

(Roncalla) Não foi nada fácil, pois aqui no Litoral do Rio Grande do Sul tem surfistas de alto nível. As condições do mar não foram as melhores, mas na final consegui fazer uma nota boa na minha primeira onda, e na metade da bateria peguei uma segunda boa nota que me garantiu o primeiro lugar. Foi demais começar o ano ganhando a primeira etapa!

Fale sobre o nível do surf por aqui. Quem te inspira e te da gosto de ver surfar?

Alto nível de Surf, aqui no RS tem atletas com muito potencial, só que é difícil pra eles competirem fora daqui (RS) nos Brasileiros Pro e QS, porque não tem apoio suficiente das empresas. Se não, sem dúvidas já teriam vários surfistas daqui representando lá fora, pois nível de surf não falta! Um surfista que admiro muito pela sua trajetória, humildade e surfe de linha impecável é Rodrigo “Pedra” Dornelles!

Agora líder do ranking, suponho que irá com tudo pras próximas etapas. Pretende ser o primeiro peruano campeão gaúcho?

Sem dúvida começar com pé direito no circuito gaúcho 2018 está sendo muito empolgante! O foco é treinar muito pra chegar 100% física e mentalmente na próxima etapa. Meu principal objetivo pra este ano é ser campeão gaúcho e tentar competir nos campeonatos Pro/Am também! O intuito é entrar no ritmo das competições e melhorar cada vez mais.

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O Peruano tirou leite de pedra no Pinhal. Foto Luciano Sombrio / Torrica Photo Surf Club

E como está a vida por aqui?

É aquela rotina que não cansa, sabe! Morar na Praia não tem igual, surfar todos os dias é um presente da vida, compartilhando essa vibe com pessoas que amam o surf também.
Gosto muito do povo brasileiro, povo alegre, amo morar aqui no Brasil!

Deixe um recado pra turma que admira seu surf.

Obrigado a toda essa galera do surfe que sempre manda essa energia boa e torce por mim! Só tenho a agradecer pela excelente recepção e o carinho. Boas ondas e grande abraço a todos!!

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Botando pressão durante a bateria final. Foto Luciano Sombrio / Torrica Photo Surf Club

Melhores Momentos LUCAS DE NARDI

Atual campeão da categoria Best Tube Around The World do DaDo Bier Pampa Barrels 2017, o professor de Yoga Lucas De Nardi acumula muitos quilômetros percorridos nos melhores tubos do planeta.

Antes de conquistar o prêmio mais cobiçado do Pampa Barrels em 2017 (O melhor tubo surfado por um surfista gaúcho pelo mundo), Lucas chegou bem perto em 2014, quando conquistou o 3º lugar, ficando atrás apenas do destemido big rider Pedro “Manga” Aguiar, o vice, e do talentoso tube rider Peterson Marchese, o campeão na ocasião.

Abaixo, em mais uma produção exclusiva do Pampa Barrels, vocês acompanham um pouco dos melhores tubos inscritos pelo Mr. De Nardi ao longo dos 4 anos da nossa competição interativa. Vale o Play!

Não se engane com a fisionomia de garoto “ingênuo”Lucas é um dos tube riders mais casca-grossas do país e suas performances já deram o que falar nos principais picos do planeta. Pipeline, Teahupoo, Puerto Escondido, Greenbush, Bocas del Toro, Cacimba do Padre… A lista é vasta e só tende a aumentar, assim como o know how, agora que o rapaz virou sócio de um barco na Indonésia, o Sibon Praya que opera nas Ilhas Mentawai!

 

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Foto de capa: Keale Lemos

 

ESCOLA do BANANINHA – Surf Como Ferramenta de Desenvolvimento e Inclusão Social

Desenvolver qualquer tipo de projeto é uma das formas mais objetivas, saudáveis e lindas de se viver a vida, desde que seja algo genuíno e pro bem, é claro! Mas existem projetos e PROJETOS, assim como SERES humanos e seres HUMANOS.

Em uma das cidades ícones do surf brasileiro, um surfista de alma e ferrenho competidor vem dando exemplo de humanidade e amor ao surf. Falamos de Imbituba – SC, Leandro Elias, o Bananinha, e sua escola de surf comunitária, que insere no esporte crianças carentes e muito especiais.

É a inclusão social através da prática do surf! Não por acaso, o projeto já foi congratulado pelos campeões mundiais Mick Fanning e Adriano de Souza.

Se não bastasse o trabalho comunitário – que além de introduzir a molecada no esporte, os afasta do crime e das drogas, a Escola de Surf Amigos do Bananinha, localizada na Praia do Porto em Imbituba – SC, oferece à comunidade local aulas de surf para crianças e jovens com autismo.

 

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O projeto já está na segunda temporada. A dedicação e evolução de alguns surfistas é surpreendente após a maior familiaridade das crianças com o mar e com as pranchas, fato que também traz ainda mais confiança aos voluntários.

Segundo Bananinha, trabalhar com essas crianças o fez ver o mundo através de outra perspectiva: “Descobri que nossas vidas tem valores diferentes, eu Leandro Elias, Bananinha, senti o maior prazer de estar ao alcance dos autistas! Me inserir na história deles me ajuda a valorizar cada dia da minha vida.

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Se tivéssemos mais Bananinhas, o mundo seria um lugar melhor. Foto Amilton Medeiros

É muito importante a inclusão de vida social na vida dessas crianças! Ver elas no surf nos leva a sonhar…

Nossa vida fica cheia de alegria e de emoções com a sinceridade do sorriso e do abraço forte no pescoço. Não tem dinheiro que pague o amor que estou vivendo nesse mar de onda azul…”.

As aulas de surf com os autistas fazem parte do projeto Onda Azul em parceria com a Amai de Imbituba. O projeto também ocorre em praias de Florianópolis (SC) e São Sebastião (SP).

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Emoção e sorriso que não se pagam.

A escola de surf amigos do Bananinha tem o objetivo de ensinar a prática de surf para a comunidade local da Praia do Porto e de toda Imbituba. Desde 2002, o professor Bananinha exige apenas boas notas no boletim escolar, todo final de ano.

Acho que o surf modifica a vida das crianças através de um esporte lindo e maravilhoso, onde, para poder praticar o surf junto a nós, só pedimos que essas crianças estudem e tirem boas notas na escola.

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A mensalidade cobrada é ter disciplina e ir bem no colégio.

Durante o ano a escola recebe doações de pranchas, wetsuits e acessórios de toda comunidade, que são direcionadas às crianças carentes do projeto, como recompensas por passarem de ano.

Objetivos para 2018: “A escola está confiante no crescimento do projeto com a adesão de mais voluntários, e que dessa forma, mais crianças possam ser beneficiadas com a experiência marcante de deslizar sobres as ondas.

As aulas seguem semanalmente durante inverno e verão. Além de ensinar a prática do surf, o mais importante é a formação de bons cidadãos. Educar Para A Vida – esse é o lema da escola!”

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Se você quiser ajudar de alguma forma o projeto, entre em contato pelo fone/whats (48) 9 9670-0290! ALOHA

THIAGO STOKER Vence Mar Grosso Open e Larga na Frente no Inter-associações Zona Sul

Por Thiago Pontes.

Na tarde deste último domingo (28) na praia do Mar Grosso em São José do norte, o Surfista local Thiago Stoker sagrou-se campeão da 1ª etapa do circuito Zona Sul Inter-associações 2018.

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Mar Grosso Suf Open. Foto Dudu Soares

O evento começou no sábado pela manhã, dia 27 de janeiro, com um vento forte de Nordeste e ondas que chegavam a 1,5m.

Com a previsão de no dia seguinte as condições ficarem ideais, a equipe técnica do evento decidiu realizar apenas a primeira fase das categorias Sênior e Open. O mar estava revolto e difícil, mas os competidores mostram conhecimento do local e deram um show de surf.

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Cláudio Touguinha, Campeão Sênior. Foto Dudu Soares

O dia seguinte prometia, e a equipe técnica deu a primeira chamada logo cedo, às 7:30hs. O mar amanheceu com a mesma intensidade de ondas, mas o vento soprando do quadrante norte/terral  com intensidade muito fraca, oferecendo condições propícias à prática do Surf.

O dia recomeçou com a categoria Open, e logo nas primeiras horas do dia o show de surf já estava aos olhos do público, que lotou a beira da praia do Mar Grosso para assistir.

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Durante as disputas, destacavam-se Edson Amaral e Thiago Stoker, dois locais que, com um surf muito potente e polido, chamaram a atenção dos presentes na beira da praia.

Stoker, já nas semi-finais, conseguiu “arrancar” dos juízes a melhor nota do evento, um 7,80 com duas manobras fortes no outside, mais duas no inside e finalizando com uma batida na beira da praia.

Também na categoria Open, destacava-se o local da praia do cassino Cláudio Touguinha, mais experiente e com um surf mais tradicional, foi passando suas baterias sem ser muito notado, até chegar à grande final.

Além destes três atletas, o jovem local Jhonatan Mackmilan forçou o ritmo de seu surf, e também chegou a grande decisão da principal categoria do evento.

Na grande decisão, pesou o surf moderno de Edson e Stoker, que duelaram onda a onda. Com uma margem mínima de diferença, prevaleceu o surf de Thiago Stoker, o grande campeão da primeira etapa do circuito zona Sul inter-associações, levando pra casa uma prancha, uma faca personalizada e mais kit’s de roupas e acessórios das lojas parceiras.

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O campeonato foi um show de estrutura, organização e apoio, tanto por parte da iniciativa privada quanto da prefeitura Municipal de São José do Norte, pois pela primeira vez, a ASPN (Associação do Surfistas das Praias Nortenses – ASPN) teve um palanque para julgamento adequado, com altura suficiente para visualizar os atletas no mar.

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Após o término do evento, antes da entrega de prêmios e ainda na beira da praia, a ASPN presenteou o público com um show de Cairo & Raully, que tocaram uma regueira em pleno fim de tarde na Praia do Mar Grosso.

Agora, as atenções voltam-se para a segunda etapa do circuito, que acontece no final de Março no tradicional Molhe Leste, também em São José do Norte – palco este que já teve disputas de etapas do Estadual e também do Brasileiro Pro, onde o hoje campeão mundial Adriano de Souza levou o título em terras nortense.

Resultado do Mar Grosso Open Surf:

1ª Etapa do Circuito Zona Sul Inter-associações 2018.

Open:

1º) Thiago Stoker

2º) Edson Amaral

3º) Cláudio Touguinha

4º) Jhonatam Mackmillan

Sênior:

1º) Cláudio Touguinha

2º) Edson Amaral

3º) Diovane Petrone

4º) Alisson Mackmillan

 

Júnior:

1º) Lucas Farias

2º) Joneimar Lemos

3º) Lucas Pinheiro

4º) Wellinton Renê

 

Sup Wave:

1º) Zelismar Júnior

2º) Thiago Pontes

3º) Miguel Ferraz

4º) Alexsander Machado

 

Longboard:

1º) Cláudio Touguinha

2º) Pablo Briese

3º) Alexsander Machado

4º) Miguel Ferras

 

Mirim:

1º) Kauan Touguinha

2º) Kauã Pinheiro

3º) Raoni Machado

4º) Matheus da Silva

5º) Noha Moraes

 

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Realização:

ASPN – Associação dos Surfistas das Praias Nortenses.

Prefeitura Municipal de São José do Norte

Patrocínio:

Molhe Leste   Surf – Skt – Atitude

Acqua+ – Tenha mais sede de Acqua

Apoio:

Pão & Prosa Café / Lotérica Mar Grosso / Coelho Veículos / Alex Parafusos e ferramentas / Auto Car / Estaleiro Moraes / Tele Pizza / Mecânica Perazzo / Cutelaria Moreira / FP Surfboards / Garagem Petrone / MF Surf Reparos / Rei Glass Surfboards / CT Treinamento do Corpo.

Imagens aéreas:

Outside Drones

Divulgação:

Rádio Clube FM

ZONA SUL DANDO EXEMPLO – União entre Associações dá Vida a Circuito Local / Primeira Etapa Rola Neste Final de Semana!

Uma iniciativa muito bacana no litoral Sul do Estado tem sua primeira ação neste final de semana!

Falamos do Circuito Inter-associações Zona Sul, idealizado pelas associações do Balneário Cassino (LISCA E ASLC) e a associação de São José do Norte (ASPN), uma iniciativa que busca auxiliar o desenvolvimento do surf na região.

O circuito terá três etapas. A primeira rola neste final de semana (27 e 28 de Janeiro) no Balneário do Mar Grosso em São José do Norte.

A segunda será em Março no Molhe Leste, também em SJN, uma das melhores ondas do Rio Grande do Sul.

E o encerrando do circuito, que tem apoio das Prefeituras e comércios locais, será em Maio, no Balneário Cassino.

Abaixo, confira as informações a respeito da primeira etapa:

* AQUA+ e MOLHE LESTE SURF SKT SHOP APRESENTAM:

Mar Grosso Open Surf – 1º Etapa do Circuito Zona Sul Inter-associações 2018

– Data: 27 e 28 de janeiro de 2018

– Local: Praia do Mar Grosso – São José do Norte

– Categorias: Mirim / Júnior / Open / Sênior / Sup Wave

– Valor incrições: R$ 30,00 (Sócios ASPN)
R$ 40,00 Demais competidores
* Cada inscrição ganha uma camisa do evento. (Por atleta)

– Inscrições: Aqua+ (cassino) / Molhe Leste (SJN) ou pelo whats 999661213

– Patrocínio: Lotérica Mar Grosso, Coelho Veículos, Estaleiro Moraes, Pão e prosa café, Alex parafusos e ferramentas, MF surf reparos, Tele Pizza, Autocar, Mecânica Perazzo, ReisGlass Surfboards, Fábio Paz surfboards, CT Educador do Corpo, Garagem Petrone e Cutelaria Moreira.

– Divulgação: Rádio Clube FM

– Imagens: Outside Drones

– Realização: ASPN e Prefeitura Municipal de São José do Norte

 

 

 

Eric Poseidon – Slab Atack

De uns anos pra cá, a busca por lajes (slabs) no litoral brasileiro virou uma febre entre os surfistas e bodyboarders mais destemidos do país. Ver registros de tubos insanos, que mais parecem picos gringos, tornou-se rotina pra quem acompanha os principais canais e portais do ramo.

Outro dia, nossa parceira de longa data, a cinegrafista carioca e bodyboarder casca-grossa Yana Vaz nos enviou um material do seu conterrâneo Eric Poseidon, produzido durante os maiores swells de 2017 nas lajes do Rio de Janeiro.

Eric é um destemido e experiente bodyboarder, aficcionado em tubos e na exploração de slabs (e na adrenalina que estas investidas costumam proporcionar)!

Abaixo, vocês conferem, além de um profundo bate papo com o atleta, o vídeo produzido pela Yana com os melhores (e piores) momentos vividos pelo Mr. Poseidon em algumas das ondas mais perigosas do Brasil.

(Pampa Barrels) Desde quando começaste a investir nos slabs?

(Poseidon) Então, eu surfo a mais de 24 anos de bodyboarding, e essa parada com os slabs começou após uma trip que fiz para o Chile, em 2013, onde tive a oportunidade de surfar em Arica, um fundo de pedra alucinante. Lá, senti muito mais a pressão de uma onda perfeita e tubular, sendo que em cima de pedras, mariscos e cracas, onde a dificuldade é extrema e os erros não são permitidos. Seguindo a viajem, fui para outra parte do Chile, em  Iquique, onde surfei um slab fantástico, chamado “Lá intendência”. Depois dessa trip, priorizei – nos últimos 4 anos – o surf em Slabs (fundo de pedra), por exigirem uma alta performance e dose de adrenalina diferentes do surf em um beach break comum, e realmente fazer com que o surf evolua muito mais.

Surfar ondas com potencial internacional, em casa, sempre foi um sonho para qualquer bodyboarder ou surfista brasileiro. Qual é a sensação de realizar, constantemente, este sonho?

– Como falei, depois de voltar do Chile procurei as lajes do Rio de Janeiro que poderiam parecer com o que vivenciei no exterior. E para minha alegria, o que vi e vivi não foi diferente! Shorebreak de Copacabana, Dramin,  Angra dos Reis e também o (cartão-postal) conhecido como Gardenal, não deixaram a desejar em nada! Todas as vezes que chega algum swell, a emoção toma conta da galera, já esperando as melhores ondas. É  realmente um sonho termos ondas com todo este potencial aqui no Brasil!
Eric Poseidon another place in RJ
Eric Poseidon, em algum lugar do Rio de Janeiro.
E teu acidente no “Shore”, fiquei sabendo que passou perrengue. Fala pra nós como foi essa experiência sinistra!
– Sabemos que acidentes podem acontecer a qualquer segundo no surf. Por isso, não podemos errar, porque o erro pode ser fatal. Em 2017, tive um acidente bem sinistro no Shorebreak, quando fui arremessado de cara nos mariscos! Cortei o queixo, levando 13 pontos e alguns arranhões na lateral do rosto. Graças a Deus não apaguei, e estava bem lúcido e consciente de tudo que estava acontecendo! Logo após o acidente, saímos remando para o posto 6 em Copacabana, onde fui para o carro com o David Barbosa e o Marcello Farias – amigos que estavam lá surfando comigo, e fomos para Gávea, onde fui  atendido na emergência do Hospital Miguel Couto. Já no hospital, fui levado para a ala cirúrgica, porém, o corte no queixo era bem profundo, e o cirurgião de plantão me transferiu para a ala Buco Maxilo, onde, enfim, fui atendido. Por uma feliz ironia do destino, o doutor era surfista e já tinha viajado para Indonésia, e me falou da experiência de surfar em corais, inclusive do risco que que representa “tudo isso”!

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E como foi esse papo com o Doutor?
– Contei pra ele como foi o acidente e como funciona a onda do Shore. Por ser uma bancada tão rasa, ele me falou que, se eu quisesse (sobre)viver e surfar lá mais vezes, teria que comprar um capacete, para não acabar perdendo a vida numa onda tão perigosa e bancada rasa! Agradeci a ele, e segui o conselho…
Mesmo tomando uma ruim dessas, percebesse que isso não te intimidou. 
– Depois do acidente, minha família, namorada e amigos ficaram muito preocupados comigo. Entretanto, da li por diante, falei pra mim mesmo que não seria por causa daquele acidente que eu pararia de surfar lá. Comprei o capacete e decidi que iria aprender mais sobre aquele slab. Ou seja, foquei em dominar aquela onda especial, e  durante o ano passado, em qualquer swell que apresentasse condições, íamos com tudo! Hoje, o foco é: surfar lá nos maiores dias que rolarem ondulações propícias!
Sabemos que, infelizmente, o bodyboard não é um esporte tão valorizado no Brasil. Na sua opinião, o que falta para termos um número maior de profissionais bem valorizados e circuitos estruturados?
– O fato, é que os circuitos brasileiro e vários estaduais acabaram por falta de organização por parte de muitas pessoas que só pensaram em ganhar grana com o Bodyboard. Pior, foram dirigentes que não se modernizaram e nem acompanharam a própria evolução do Bodyboard, que poderia estar no auge, pois somos os maiores campeões mundiais da história! Temos campeões no Masculino Pro, Feminino Pro, Pro Júnior… Se somarmos tudo, temos mais de 20 títulos mundiais no Bodyboarding. A nível Brasil, éramos mais fortes que o surf que, hoje, tornou-se a maior potência do mundo. Acredito que em algum futuro próximo, com pessoas capazes de fazer acontecer, voltaremos a ser uma potência e capazes de igualar o surf, mas, sobretudo, termos nosso valor novamente, só precisamos de ajuda!

Ano passado tu fez uma trip para Puerto Escondido – México. Fala um pouco como foi sua primeira temporada no beach break mais pesado do planeta.

– 2017 realmente foi incrível! Mesmo focado em surfar as lajes, apareceu uma promoção para o México, e como queria muito conhecer Puerto Escondido – Zicatela, por ser ser uma onda perfeita, fundo de areia, ondas grandes e potentes, não perdi a oportunidade de fazer essa trip alucinante. E foi incrível, surfei altos tubos, ondas grandes, perfeitas e, o melhor, com água quente (rsss)! Lá, também aprendi muito sobre preparo físico e psicológico, pois, em Zicatela, se você  não estiver preparado para os grandes dias, o sonho de surfar altas ondas pode ser tornar um pesadelo.

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Vai voltar?
– Sim! Pretendo voltar e poder surfar altas ondas novamente, e o lugar ainda é perfeito para levar a família.

E quem te apoia nesta intensa jornada? É tudo no amor ou alguém investe no seu talento e coragem?

– Hoje não tenho nenhum patrocínio! O que tenho são parcerias e apoios de prancha e acessórios, os quais uso no meu dia a dia de treinos. São eles: GTBOARDS (Marca do Hexa Campeão Mundial Guilherme Tâmega), Pena, Industry, Onix Bodyboardshop, ProShot Brasil e Shad Clothing.

 

Para encerrar, deixe uma mensagem pra molecada que te admira e sonha em seguir seus passos.

– Em primeiro lugar, agradecer sempre a Deus e minha família por me proporcionarem a oportunidade e saúde para fazer o que amo!

Em segundo lugar, quero dizer pra molecada que sonha em ser um bodyboarder profissional, para nunca desistirem dos seus sonhos, independente do que digam! Ninguém nasceu campeão ou melhor em tudo, então, treinem, se dediquem e, o mais importante, respeitem seus pais e não deixem de estudar. Eu, queria viver do esporte, e sei que vocês também! Porém, essa realidade é para poucos, faço sempre o impossível para nunca parar de surfar e viver uma vida digna. Obrigado pelo espaço Pampa Barrels, e até o próximo Swell!!! ALOHA

ROBSON PINHEIRO Fatura Título Gaúcho Após Lesão

Muito ouvimos falar de atletas que, após vencerem algum tipo de lesão, voltam ainda mais fortes e preparados para suas carreiras e desafios.

Aqui no Rio Grande do Sul, temos um belo exemplo disso!

Nada mais nada menos que o atual Campeão Gaúcho Open, Robson Pinheiro, superou uma séria lesão no joelho antes de conquistar o posto máximo de um competidor amador no estado.

Abaixo, segue um breve bate-papo que tivemos com o Robson, vulgo “Gambá”, que nos atendeu em meio sua rotina de aulas de surf na 88 Surf Funcional, treinos, estudos, trabalho como vendedor na De Lucca Surf Skate e pai de família.

(Pampa Barrels) – Como e quando foi tua lesão?

(Robson) – Minha lesão ocorreu quando eu tinha 15 anos de idade nessa época morava na praia do Rosa surfando na volta de um aéreo lesionei o ligamento colateral e desde então vinha me incomodando. E agora, por último, a lesão agravou jogando futebol.

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Robson Pinheiro no aéreo que originou a lesão. Praia do Rosa – SC / Arquivo Pessoal

E como desenrolou toda recuperação?

Como eu tenho apoio da clínica Efficience, o proprietário e fisioterapeuta Ademir Cardoso me ajudou em toda a recuperação da lesão, o que foi fundamental para voltar bem e,  vencendo.

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Ademir Cardoso / Clínica Efficience e Robson durante a recuperação do atleta.

Então, quer dizer que a lesão te ajudou a voltar ainda mais forte?

Com certeza a lesão me fez voltar com mais força e concentração! Estava com saudade de competir e isso me motivou a voltar mais fortalecido.

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Robson Pinheiro botando pressão em uma das etapas do gaúcho 2017. Foto: Luciano Sombrio

E o título gaúcho, esperava tanto ou ele veio ao natural?

O título veio meio que ao natural, pois estava me divertindo e sabia que seria muito difícil. O circuito só tem monstro – Tiago Braga, Zé Melo, Giovani Silva, Iuri Silva, Kaian Bernardo, Cristiano Cardoso, Tide Silva, Josias pedrinha, Jonas Brocca, Maurício Nunes, Luciano Fornari, pô, uma raça que surfa muito, só pedreira!!! Desde o 1° round, cada bateria era uma final, e eu só pensava em surfar como se estivesse fazendo um freesurf, mas, o que me ajudou mesmo, foi observar o mar onde quebravam as melhores ondas. E tinha altas ondas, do jeito que eu gosto, então o resto fluiu ao natural (kkkk)!

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E para este 2018 que se inicia, quais são seus planos – dentro e fora d’água?

Meu plano para 2018, fora d’água, será  focar na minha faculdade de educação física e no trabalho no ramo de educador físico. No surf, fazer uma surf trip e competir bastante, se conseguir renovar meus apoios para 2018.

Para finalizar, deixa aquele recado pra nova geração que almeja crescer dentro surf.

Quero dizer pra molecada nunca deixar de acreditar em seus sonhos, e para batalharem por aquilo que buscam na vida. Não dê ouvidos àqueles que disserem que algo dará errado, ou que não vai dar certo. Procure sempre fazer o bem, ser bom com o próximo, pois plantando o bem, colhemos o bem, se plantarmos o mal… E muito surf na veia, além de jamais deixar de lado os estudos já que, sem estudos, nem surfistas conseguimos ser!

As causas do avanço do mar no sul/sudeste brasileiro… Por GeoSurf

Por GeoSurf.

O avanço do mar em algumas praias do sul e sudeste brasileiro está gerando muitas discussões sobre a real causa deste fenômeno. A equipe do Geosurf busca esclarecer algumas questões quanto a isso, tendo em vista que, por vezes, o foco da discussão, como atribuir ao degelo das calotas polares, é equivocado.

Em 2017 as ondulações provenientes de leste predominaram de forma constante e intensa (ressacas recorrentes e poucos dias de mar “flat”), sobretudo durante o outono e o inverno, época em que os swells vindos de sul geralmente são os protagonistas. As ondulações de leste “atingem de frente” grande parte do litoral sul, diferente da ondulação de sul que atinge obliquamente.

Tal fenômeno resultou em distribuições anômalas dos sedimentos dependendo da orientação da linha de costa de cada praia. Enquanto alguns setores da costa sofreram erosão intensa, deixando a faixa de praia mais estreita, em outros houve acumulação de sedimentos, aumentando a largura de faixa de areia da praia.

Navegantes SC_Fonte- G1 Globo
Navegantes – SC. Fonte G1 – Globo

Nos trechos erosivos, a areia da beira da praia e das dunas, que antes formavam barreiras naturais contra o avanço do mar, é retirada pelas ondas e transferida para outros setores da costa e para bancos de areia externos. Com isso, qualquer aumento do nível do mar repentino – seja devido às grandes ondulações, aos fortes ventos vindos do mar ou à variação de maré – resulta no avanço do mar sobre a costa.

É difícil afirmar se este fenômeno é resultado de uma mudança climática global causada pelo ser humano, e reconhecemos que as calotas polares estão diminuindo, porém, sua influência nas mudanças do nível do mar não ocorre de forma brusca e instantânea. Entretanto, relatórios recentes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) apontam para alterações no padrão dos eventos oceanográficos extremos (frequência, intensidade e direção), e nesse sentido, podemos refletir sobre o comportamento atípico do clima e das ondas em 2017.

Praia Mole destruída
Praia Mole – SC. Fonte ND Online

Por fim, é necessário que não se mude o foco do problema, e que se alerte para a necessidade de preservação das dunas frontais e para importância da dinâmica sedimentar no sistema costeiro. Construções mal planejadas que não respeitam a dinâmica natural do ambiente, além de alterar a dinâmica de construção de bancos de areia, estarão sempre susceptíveis à força do mar, acarretando muitas vezes em destruição, poluição e risco aos banhistas com os destroços.

 

O Projeto GeoSurf, organizado por alunos(as) e profissionais das Geociências, propõe algumas ações que incentivam, de forma harmoniosa, a divulgação da ciência e o incentivo ao esporte. Um dos eventos realizado por ele é o GeoSurf Sul, que se trata de um campeonato de surf realizado em alguma praia da região sul do Brasil, com o objetivo de difundir e estimular o interesse da população local à geologia. Para isso, a equipe instala painéis informativos (formação das rochas da região, dinâmica costeira, formação das dunas e ação dos ventos, além de dados sobre fauna e flora), realiza aulas/palestras em escolas e distribui brindes, como livros, que abordem temas relacionados ao assunto.

Humberto Rocha relata trip para África do Sul e experiência em J’Bay

Uma trip que deve constar na lista de qualquer surfista viajante que se preze, sem dúvidas, é para África do Sul!

Não apenas por ter uma das direitas mais perfeitas do planeta, nem por essa direita ser um baita teste de coragem e sapiência, mas, também, por se tratar de uma cultura incrível, um tanto selvagem, e o litoral ser banhado pelos oceanos Atlântico e Índico – o que significa muitos picos ao logo da extensa costa litorânea do país.

Recentemente, nosso parceiro e local de Tramandaí Humberto Rocha, o “Tchaca”, voltou de uma viagem por lá, onde realizou o sonho de surfar Jay Bay. Abaixo, confira o bate papo irado que tivemos com ele!

1 – (Pampa Barrels) Recentemente tu voltou de uma trip pela África do Sul. Conte um pouco como foi a experiência por lá.

(Tchaca) – Já fazia anos que a África do Sul fazia parte do meu roteiro, e esse ano coloquei como meta e graças a Deus consegui realizar esse sonho. Surfar J’Bay foi algo magnífico, a melhor onda que surfei na minha vida! O lugar é fantástico e a onda simplesmente perfeita.

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul.

2 – Que irado que surfou J’Bay! Qual foi a sensação de surfar nesse point break tão perfeito e simbólico à cultura surf?

A sensação que tive deve ser a mesma que um piloto de formula 1 sente quando entra na pista dos sonhos para ultrapassar seus limites… A onda é muito longa e com seções diferentes uma da outra, o que propicia um surf de alto nível e faz o surfista evoluir de verdade.

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul. By Robbie Irlam

3 – Não tem como não falar deles, os tubarões. Viu algum ou presenciou alguma situação com eles?

Tem tubarão! Mas nem entrei nessa paranoia e só foquei no surfe. Teve um dia que saí da água já escurecendo. Daí sim, quando estava saindo do mar me lembrei e me arrepiei! O único ocorrido foi  que, no surfe da tarde, dois gringos estavam sentados no line up e viram um tubarão branco passar entre os dois, só a barbatana gigante cruzando entre eles…

4 – Indo mais a fundo nessa questão. Tu notou alguma influência dos tubarões no surf local, algo relativo ao cotidiano, cuidados, medo e etc?

O que eu percebi é que não teve nenhum impacto no surf local e no turismo, muito mais que a WSL continua com o seu melhor evento do ano lá. Mas, todo cuidado é pouco!

5 – Tendo em vista a qualidade das ondas do país e um Campeão Mundial local, porque tu acha que nunca surgiu um novo Shaun Thomson?

Essa pergunta é interessante, pois surgiu sim, o local de Durban Jordy Smith, que está sempre lá em J’Bay treinando e é quase imbatível naquelas condições clássicas que o pico oferece. Mas, respondendo tua pergunta, talvez seja o fato de o surf não ser muito valorizado no país, consequentemente, atletas de alto nível são escassos.

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Jefrey’s Bay – África do Sul. By Humberto Rocha

6 – Tu encabeça o ranking gaúcho Senior – e agora também na Master, já há algum tempo, vence campeonatos locais em Tramandaí, além de ainda arranjar tempo para ser pai de família e tocar a Expresso São José (Tchaca é executivo da empresa). Aí, eu te pergunto. De que forma o surf te ajuda nestes desafios como competidor, empresário e recentemente Pai?

Na verdade o surf competição me ajudou e ajuda muito na minha vida profissional na São José, a ser pai de família e como homem. Muito das decisões, coragem, rapidez para poder resolver situações imediatas, eu devo as competições de surf… O surf salva!

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Humberto Rocha, Jefrey’s Bay – África do Sul. By Robbie Irlam

7 – Faça uma breve reflexão a respeito da sua evolução, tendo em vista os dois paralelos que experimentaste nos últimos meses, Surf no RS vs. Surf em J’Bay.

Foi uma das viagens que eu mais senti evolução, porque a onda propicia todas as manobras. As mesmas pranchas que eu uso em Tramandaí eu usei lá, só aumentei um pouco o volume. De resto, tudo igual.

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Conexão África/Brasil. Tchaca interagindo com o povo local.

8 – Para finalizar, deixe uma mensagem pra gurizada que sonha em ser “alguém no surf”.

O que eu gostaria de dizer para essa nova geração de excelentes surfistas é o seguinte: ESTUDEM e TRABALHEM, para o quanto antes conseguirem guardar uma graninha para viajar. Fazendo isso, mais cedo poderão ser os futuros campeões.

* Apoio: Expresso São José – parceira do Pampa Barrels desde 2013.